Em dezembro, a saudação “Feliz Natal!” se tornou comum. Tanto que muitos perderam a dimensão espiritual dos votos natalinos. O verdadeiro sentido do Natal encerra uma alegria profunda e não apenas uma festividade superficial.
Em latim, a palavra “Natal” vem de Natalis Christi, nascimento de Cristo. Em inglês, a palavra Christmas é uma evolução de Christi mæsse (Christ’s mass): Missa de Cristo, algo como a nossa velha conhecida “Missa do Galo”.
Daí que o Natal seja uma festa religiosa e cristã: a celebração do nascimento de Jesus, a Encarnação do próprio Deus. É impossível separar a festa do Natal da religiosidade que ela comporta. Assim feito, haveria uma descaracterização e a festa seria reduzida a mero feriado comercial.
Sem entender o cristianismo, não se entende o Natal; sem entender a natureza humana, também não. Quando o homem ergueu seu brado de renúncia a Deus, a natureza humana decaída se inclinou ao mal, e se tornou incapaz do soerguimento.
Milênios se passaram esperando um Redentor: alguém que nos abrisse, como nos primeiros dias da Criação, a possibilidade de nos sentirmos inteiros. O núcleo da celebração natalina é esse sentimento de integridade: o que não fomos capazes de fazer sozinhos, afinal, era demais, Deus veio em nosso auxílio e fez em nosso lugar.
O Natal é a celebração de um nascimento que nos regatou: o pequeno infante do presépio nos fez grandes, como Deus nos fez para ser.
Essa é a razão dos cânticos, da alegria e da festa.
Não haveria motivo para a alegria se não houvesse necessidade de socorro. O verdadeiro sentido do Natal reside na felicidade da criatura receber a visita de seu Salvador. O mistério natalino é esse: o Criador do mundo visitou sua criação e chegou, mansinho, na condição de criatura: um Deus sem medo de ser homem.
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