Nas últimas semanas, temos falado da difícil fabricação dos humanos, como humanos. Nessas semanas que antecedem o Natal, a grande humanização do Verbo, queremos perguntar como Paulo de Tarso lidou com essa questão.
Acompanhando as Cartas, encontramos seu trajeto de vida e de descobertas. Aos 18 anos: entrada no partido dos fariseus. Até os 21 anos: viagem a estudos em Jerusalém, interrompida em Damasco. Daí, o encontro com os primeiros cristãos. Dos 21 aos 23 anos: Missão na Arábia. Regresso a Antioquia. Aos 35 anos: segunda visita a Jerusalém, com Tito e Barnabé, quando conhece Pedro, Tiago e João. Entre 35 e 42 anos: Missão na Galácia, Éfeso, Macedônia, Grécia.
Entre os projetos, havia uma terceira visita a Jerusalém e, ainda, ir pregar o Evangelho na Espanha, quando seus planos foram decapitados. Mas nada resiste a uma ideia. Nada!
Ele andou pelo mundo conhecido da sua época, na Ásia e na Europa. Hoje suas ideias andam pelo mundo, por todos os meios possíveis. Elas redesenharam a união do homem com Deus, num ponto extremamente específico, em Cristo.
Antes de Paulo, os filósofos, sobretudo, procuravam explicar Deus a partir do homem. Paulo inverteu, magnificamente, essa equação: ele falou do homem a partir de Deus, e a partir da especificidade clara de Jesus de Nazaré. Essa é a marca registrada de Paulo de Tarso. Foi assim que ele construiu História. Foi assim que ele entrou na História.
O cerne da mensagem de Paulo foi o cerne da sua vida: mostrar como Deus entrou no mundo através de Jesus e em Jesus, aquele mesmo que havia nascido e crescido nos cantos mais esquecidos do mundo.
Ali, Deus nos visitou.
E o cerne dessa visita, a humanidade e a divindade de Cristo, foi também o cerne da mensagem de Paulo. E é o que celebramos, agora, no Natal.
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