Durante milhares de anos, os meninos cresceram na companhia dos homens. Com a era moderna, os homens foram trabalhar fora de casa e sumiram de vista. Não à-toa, vivemos a fase mais carente da presença de pai de toda História. O menino tem de aprender a ser homem sozinho, por conta e risco próprios.
E os padrões se repetem.
Talvez o pai desse menino também tenha crescido sozinho. No melhor dos mundos familiares, quem sabe, ele até conseguiu desenvolver uma espécie de “amizade” com o filho, que nem de longe é a mesma coisa! Daí, uma espécie de herança maldita se propaga: os meninos viram homens sem saber o que é ser homem.
Com as meninas foi diferente, porque as mães estavam ali, à mão. Mas com elas também o processo tende a se reverter.
Observe! Tudo no pequeno ser humano persegue um desenvolvimento inato até se transformar em adulto. Podemos dizer que algo do hardware vem garantido. O que não vem garantido, é o software. Esse, precisa ser implantado. É quando e é então que entramos na difícil seara da formação de uma identidade.
Identidade: o que é isso?
Existe uma experiência pela qual quase todos já passamos. Caminhando no meio da multidão, de repente, um rosto conhecido nos aparece: um amigo de infância, que não vemos há muitos anos. O coração dispara, apressamos o passo. Aí, quando gritamos seu nome, descobrimos nosso engano. Que decepção!
Ou não! De repente, estávamos certos e o sujeito é ele mesmo, em carne e osso, embora, depois de alguns anos, muito mais carne do que osso.
Essa linha de continuidade no tempo se chama identidade.
Os rapazes, na rua, se tornaram todos, praticamente, iguais: mesmo corte de cabelo, mesma barba, mesmo andar de zumbi olhando o celular. Isso é mimetismo, não é identidade.
Mas o que é, então, identidade?
(Eu volto ao tema)
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