Dia de Santa Clara: conheça o Mosteiro das Irmãs Clarissas na Arquidiocese
Hoje, 11 de agosto, a Igreja celebra Santa Clara de Assis, Santa Clara, que nasceu em Assis, Itália no ano 1193. A Santa pertencia a uma família nobre e se destacou pela caridade e respeito com os pequenos e carentes. Aos 18 anos, abandonou a casa e decidiu seguir Jesus radicalmente, conta a história que ao encontrar Francisco (São Francisco de Assis), cortou os cabelos em sinal de entrega total ao Cristo casto, pobre e obediente.
A Santa foi considerada padroeira da televisão, porque antes da sua morte, ela relatou que participou da Santa Missa projetada na parede do seu quarto. A Santa dessa forma conseguiu assistir e participou de toda a celebração sem sair de sua cama. A confirmação do fato aconteceu durante uma Santa Celebração em que ela detalhou as palavras do sermão do celebrante. Por este fato no 1958, o então Papa Pio XII, à proclamou oficialmente “Patrona da Televisão”.
No dia 11 de agosto de 1253, Santa Clara faleceu, com 60 anos de idade. A canonizada aconteceu no ano de 1255 pelo Papa Alexandre IV, então Papa daquele ano.
Você conhece o Mosteiro das Clarissas na Arquidiocese?
Na Arquidiocese de Niterói, o Mosteiro da Sagrada Face e da Reparação, situado a rua Doutor Osvaldo Campos, 817, Araruama, Vicariato Lagos, é sede da Irmãs Clarissas. O carisma das Irmãs Clarissas dos Pobres é viverem na mais rigorosa clausura, cumprindo os três votos, acentuando-se a pobreza, dentro da rigidez querida por São Francisco, sem posses nem rendimentos, numa filial confiança no Pai, entregando-se à oração e à penitência. Somente a clausura separa as monjas do mundo, pois seu pensamento está centralizado nas necessidades espirituais da humanidade. As Irmãs vivem integralmente, o carisma de Santa Clara, na pobreza e na oração.
O Mosteiro tem como Abadessa é a Madre Maria Madalena da Mãe Dolorosa, osc. Hoje, 11 de agosto, dia dedicado a Santa padroeira da Televisão, o Arcebispo de Niterói, Dom José Francisco, preside Santa Missa, às 18h, no Mosteiro da Sagrada Face e da Reparação.
Pela manhã, o Arcebispo Metropolitano de Niterói, Dom José Francisco, presidiu a Santa Missa de renovação dos votos de três religiosas da Toca de Assis.
Breve história do Mosteiro
Na véspera da Epifania de 1970, com os Magos e a Estrela Maria Imaculada, Protetora da Ordem, partiu do Mosteiro de Santa Clara, de Belo Horizonte / MG, uma turma jovial de Clarissas, para uma Fundação em Araruama, Arquidiocese de Niterói / RJ, onde foram recebidas com toda a cordialidade pelo Arcebispo, Dom Antônio Morais. Eram oito, contando com a Fundadora, Madre Maria Regina da Paz. Ocuparam, inicialmente, duas casas geminadas, na Rua Bernardo de Vasconcelos, transferindo-se, no ano seguinte, para uma residência e terreno maiores, na Rua Dr. Osvaldo Campos, 817.
Apesar da maioria das Fundadoras serem mineiras, se adaptaram bastante bem no clima fluminense. Uma vestição e três Profissões Solenes tornaram mais sólidos os alicerces espirituais trazidos pelas Irmãs vindas de Belo Horizonte.
Como em toda obra de Deus, a Providência se fez palpável. A generosidade do povo tem sido notável, e deve estar sendo mais carinhosamente notada por Aquele que é o Pai. O Mosteiro está situado num dos bairros mais pobres de Araruama, onde os habitantes vivem como migrantes. O próprio Arcebispo, Dom José Gonçalves da Costa, reconheceu o bem que a Capela das Clarissas iria fazer a esse povo. As Irmãs poderão ser chamadas: “Clarissas do campo”, irmãs dos pobres, pois sua vida é semelhante a deles.
Em toda obra, não falta a cruz. Como faltaria a um Mosteiro que se chama da Sagrada Face e Reparação? Situado num campo, a dificuldade maior, desde o início, foi um capelão permanente. A cruz se fez sentir mais fortemente, com os problemas de saúde da fundadora, Madre Maria Regina, que Deus chamou para si, no dia 20 de julho de 1977. Seu sofrimento, aceito com resignação e amor, não deixou de deixar uma profunda lacuna na Comunidade.
Em 1984, o Mosteiro estava em situação bem difícil e precisou pedir ajuda a outros Mosteiros. As Irmãs do Mosteiro de Santa Clara de Campina Grande assumiram o Mosteiro, com carinho e responsabilidade. As voluntárias que formariam a nova comunidade foram: Madre Maria Luisa e as Irmãs: Teresinha, Maria Madalena, Maria Estela, Maria José, Maria Coleta e Maria Nazaré.
No dia 15 de maio de 1984, no Mosteiro de Campina Grande, em tudo transparecia o clima tenso de despedida. As irmãs se abraçam, despedindo-se das sete missionárias. O que as animavam eram as palavras que Francisco ouvira do Crucificado: “Vai e restaura minha Igreja…”.
Por João Dias
Breve história e foto da fachada: https://clarissas.net.br/?p=1612
Fotos: Arquivo pessoal Dom José