Diáconos permantes da Arquidiocese participam de Retiro Canônico

Do dia 10 a 12 de março, a Casa de Retiro, Atalaia, Niterói, acolheu o Retiro Canônico dos Diáconos Permanentes da Arquidiocese de Niterói, do ano de 2023. O Retiro teve como o pregador o padre Rafael Fornansier e a presença , durante todo o encontro , do assessor eclesial para os diáconos permanentes, padre Wallace.

O encontro teve início na noite de sexta-feira, 10 de março, e se estendeu até a tarde do domingo, 12 de março. O encontro deste ano contou com a presença do Bispo Auxiliar de Niterói, Dom Geraldo de Paula, para o início do Retiro, cujo tema foi “ a Vocação: Graça e Missão” e o lema “Corações ardentes, pés a caminho” (cf. Lc 24, 32-33).

O Diaconato

O diácono é ícone de Jesus Cristo, servidor: o Filho do Homem não veio para ser servido, mas , para servir, e dar sua vida como resgate por muitos (Mt 20,28). Jesus nos ensinou que quem quiser ser o maior deve ser o servo de todos (cf. Mc 10,42-45), e esteve entre nós, como aquele que serve: “Eu, porém, estou no meio de vós como aquele que serve!” (Lc 22,27).

O diaconato é ministério presente, desde o início da Igreja, e o Magistério da Igreja vê a sua origem na escolha dos sete homens dos Atos dos Apóstolos 6, 1-11. “Por isso, os Doze convocaram então a multidão dos discípulos e disseram: ‘Não é conveniente que abandonemos a Palavra de Deus para servir às mesas. Procurai, antes, entre vós, irmãos, sete homens de boa reputação, repletos do Espírito e de sabedoria, e nós os encarregaremos desta tarefa. Quanto a nós, permaneceremos assíduos à oração e ao ministério da Palavra’ (…)”.

“Apresentaram-nos aos apóstolos e, tendo orado, impuseram-lhes as mãos” (At 6,6). Há referências explícitas aos diáconos, nas cartas de Paulo: Fl 1,1; 1 Tm 3,8-13.

Ordenados para o serviço

Seguindo a prática das primeiras comunidades cristãs, testemunhada na Sagrada Escritura e conservada na Tradição, a Igreja continua escolhendo homens que possam exercer um ministério de serviço. Para isto, o rito essencial da ordenação diaconal é a imposição das mãos e a oração, realizadas pelo Bispo. Esta oração pede a Deus Pai que consagre o ordenando como diácono, e que envie sobre ele os dons do Espírito Santo, para que possa exercer, com fidelidade, o ministério de serviço. Nela , é apresentado o que se espera de um diácono: amor sincero, solicitude para com os pobres e os enfermos, autoridade discreta, simplicidade de coração e de vida, segundo o Espírito Santo.

A Ordem confere ao diácono um sinal que não pode ser apagado, pois o configura ao Cristo, servidor de todos. Por conseguinte, o diácono se torna um “imitador” da vida do Senhor, prolongando no mundo o serviço iniciado por Ele.

O candidato não é ordenado para o sacerdócio, mas para o serviço, como especificado na Constituição Dogmática Lumen Gentium, nº 29: “administrar o Batismo solene, conservar e distribuir a Eucaristia, assistir e abençoar, em nome da Igreja, os matrimônios, levar o viático aos moribundos, ler a Sagrada Escritura para os fiéis, instruir e exortar o povo, presidir o culto e as orações dos fiéis, administrar os sacramentos e presidir os ritos dos funerais e da sepultura”. E, ainda, de maneira sintética, o mesmo texto diz: “servem o Povo de Deus na diaconia da Liturgia, da Palavra e da Caridade”.

Diáconos transitórios e permanentes

O Concílio Vaticano II, na Lumen Gentium nº 29, apresenta para a Igreja a recuperação do diaconato permanente, no qual ficarão os homens que se sentem chamados a desempenharem a função de serviço proposta ao ministério diaconal. Podem ser admitidos homens casados e solteiros – sendo que estes últimos viverão o celibato. Cresce, cada vez mais, a consciência da Igreja sobre a Ordem dos diáconos e de suas funções, na edificação do Corpo de Cristo.

Os diáconos transitórios são aqueles que recebem o primeiro grau da ordem, em função de receberem o segundo: o presbiterado. Neste caso, apenas os homens solteiros e dispostos a viverem o celibato podem ser aceitos e possuem a mesma dignidade e funções dos diáconos permanentes, mas se preparam para exercer uma futura função sacerdotal.

Por João Dias com finformações e fotos do diácono Murilo

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