19
JUN
2017

Missa em ação de graças pelo início das fundações da Nova Catedral

Fiéis de várias Paróquias da Arquidiocese de Niterói acompanharam, na manhã do dia 19 de junho, na Capela São João Paulo II, a Santa Missa, presidida pelo Arcebispo metropolitano, Dom José Francisco, concelebrada pelo Arcebispo emérito de Niterói, Dom Frei Alano, pelo Vigário Geral da Arquidiocese, Padre Carmine Pascale e vários padre da Arquidiocese de Niterói.

Dom José Francisco agradeceu a todos que colaboram com está obra de fé e também aos funcionários, que estão trabalhando nas fundações da Nova Catedral de Niterói, pedindo ainda, a todos que colaborem com a construção da Nova Catedral. Ouçamos a íntegra da homilia:


Ao final da celebração, foram todos conhecer as obras de fundação, e D. José Francisco  abençoou os fiéis e o canteiro de obras.

Todos os fiéis da Arquidiocese são convidados a colaborar

 

Apesar dos avanços, a Arquidiocese de Niterói ainda não tem toda a verba necessária para a construção da nova Catedral. Para garantir os recursos, a Arquidiocese está recebendo contribuições por carnê, boleto ou depósito em conta. Os interessados em ajudar esta “obra de Fé” devem acessar o site: novacatedral.arqnit.org.br, procurar a secretaria de sua paróquia, ou ligar para o telefone 3602-1700.

A obra da  Nova Catedral de Niterói fica na Avenida Plinio Leite, s/nº – Caminho Niemeyer, Centro – Niterói – RJ.

O Projeto

Na fase inicial busca-se a obtenção de licenças e autorizações, elaboração dos projetos técnicos, execução das sondagens e terraplenagem, possibilitando a implantação da obra. Esta fase encontra-se praticamente finalizada, com o término da terraplenagem e renovação de algumas licenças junto aos órgãos responsáveis.

Em seguida, iniciamos a fase atual, com o cercamento do terreno, podendo assim, dar início os serviços de pré-obra, como concluir o isolamento do terreno e criar áreas de vivências (vestiários, almoxarifados, escritórios e oficinas), com o objetivo de atender às necessidades do projeto e das normas. Para funcionamento do canteiro de obras e frentes de serviço, estão sendo realizadas ligações provisórias de água, esgoto, eletricidade e telefonia, de acordo com a demanda prevista. Neste período, foram providenciados os insumos para a execução das estacas.

Realizado o gabarito, para locação dos eixos e elementos estruturais, com o auxílio de uma equipe de topografia, para o correto posicionamento, iniciaremos as fundações, com a execução de estacas, seguindo a especificação do projeto estrutural.

Estão previstas diferentes soluções de fundações para essa etapa: 1. estacas escavadas, com alta profundidade para pilares principais; 2. estacas tipo hélice, para as áreas de aterro e 3. estacas tipo raiz, para toda a área de enrocamento de pedras, aquelas com maior resistência.

Vale ressaltar que os três pilares principais têm 65 metros de altura, e sustentam uma cúpula de 60 metros de diâmetro, tendo ainda uma cruz em aço com 10 metros no topo da igreja. No total, cada pilar sustentará uma carga de,, aproximadamente, 8.500 toneladas, descarregadas em 10 estacas escavadas, com diâmetro de 1,50m e 50 metros de profundidade por pilar.

Para a sustentação da laje do piso serão executadas 21 estacas, tipo raiz, com diâmetro de 50cm, 128 estacas tipo hélice, com diâmetro de 60cm, e 16 estacas tipo hélice, com diâmetro de 80cm.

Curiosamente, somado, o comprimento das estacas a serem cravadas nesta etapa, ultrapassa 5km, o que poderia contornar o Campo de São Bento 5 vezes ou mesmo atravessar a Baía de Guanabara. Um volume gigantesco de aço e concreto para sustentar aquela que será a Igreja-Mãe de nossa Arquidiocese.

A execução dessas estacas marca a finalização desta 4ª etapa, e está prevista para ser finalizada em novembro de 2017.

Logo após a cravação das estacas de fundação da nave principal, área central situada entre os três grandes pilares da edificação, serão executadas, sequencialmente, peças estruturais denominadas blocos e cintas, que recebem e distribuem toda a carga transmitida pelos pilares de sustentação do edifício.

Basicamente, três blocos sustentam os três pilares principais da catedral, cada um  com dimensões de 8,60m x 9,50m e altura de 3,70m, volume de 302m³ ou 38 caminhões de 8 m³ de concreto em cada um.  Há ainda mais 165 blocos menores, nessa região, com dimensões variáveis, totalizado, aproximadamente, um volume extra de 110m³.

Em sequência aos blocos de fundação, serão construídas as cintas de amarração, que como o nome indica, têm a função de travamento destes blocos.

A exemplo dos blocos, as cintas de amarração que travam os blocos dos três pilares principais têm, também, grandes dimensões: 58m x 2,50m, altura de 1m cada uma, totalizando um volume de 453m³. Ou seja, mais 57 caminhões de concreto para preenchê-las.

Além destas três cintas, também serão construídas outras, de menor volume, para travamento dos demais 165 blocos de fundação, além de todas as instalações prediais e interligações necessárias, que deverão estar consolidadas antes da armação e concretagem da laje de piso do subsolo de toda a área da nave.

Durante essa etapa da construção, serão fundamentais diversas providências e controles, entre outros: acompanhamento topográfico, que garantirá a perfeita locação das peças que estão sendo construídas; controle tecnológico, que irá aferir a perfeita adequação dos materiais utilizados; e estudos de logística, para a movimentação das cargas e peças, como por exemplo do aço que irá compor as armações dos blocos e cintas.

No capítulo de armações, o peso do aço necessário para a armação de apenas um dos blocos principais é da ordem de 40.000 kg. Foi desenvolvido um planejamento executivo de pré-montagem externa de partes dessas armações, denominadas “gaiolas”, que serão posicionadas no local com auxílio de guindastes.

A finalização desta etapa ocorre na execução da laje de piso do subsolo da área da nave. Assim como as demais peças estruturais, essa laje apresenta uma área de 4.690 m², com uma espessura média de 0,25 m, totalizando um volume de 1.172m³, o que significa a necessidade de, aproximadamente, mais 147 caminhões de 8m³, para preenchê-las com concreto.

Ao final desta fase, as bases de nossa Nova Catedral estarão então concluídas, abrindo-se a partir daí um novo ciclo construtivo, bastante complexo, que será a construção dessa superestrutura, composta pelos três pilares principais e a cúpula, a própria essência da grandiosa concepção de Oscar Niemeyer.

A respeito desse conjunto de peças estruturais que compõem a Nave, podemos destacar os pilares, que atingem 65m de altura e a cúpula, com 60m de diâmetro.

Para a execução dessa etapa, usaremos um equipamento de grande porte, para movimentação vertical e horizontal de cargas com 80m de altura e 60m de raio, ou 120m de diâmetro.

Considerando o grande porte e a inclinação dos pilares, sua execução está planejada em 5 trechos:

1) primeiros 11m de altura, entre a laje de piso da nave até a cinta estrutural da cúpula;

2) próximos 20m de altura, até a metade da altura dos pilares. Nesse trecho, será necessária a utilização de estruturas auxiliares, como escadas e elevadores de obra para acesso dos colaboradores, além do escoramento e travamento das formas de concretagem;

3) o trecho seguinte irá interligar estes pilares, já executados, com a cinta estrutural da cúpula;

4) com os três pilares já prontos, e a cinta estrutural da cúpula também concluída, o quarto trecho superior dos pilares poderá ser executado, erguendo-se a Catedral até 65m de altura;

5) finalmente o quinto e último trecho irá promover o encontro e o apoio dos três pilares posicionados acima da cúpula.

A cúpula será executada em anéis, partindo da cinta estrutural situada na parte inferior até o fechamento total, no topo.

A construção dos pilares e a cúpula irão demandar um volume enorme de concreto, cerca de 8.400m³, o equivalente a 1.050 caminhões.

Com a conclusão dessa etapa já será possível contemplar a genialidade e a beleza da arquitetura idealizada por Oscar Niemeyer.

As duas etapas finais do projeto, 7) construção do anexo administrativo, social e cultural e 8) obras civis, acabamento e instalações, estão planejadas para realização em paralelo, imediatamente após termos a nave principal totalmente erguida, no início do ano de 2020.

Por João Dias com informações da equipe de gestão do Projeto
Fotos: Thiago Maia